6 de junho de 2026

Comissão vai investigar ligação entre imprensa e ditadura

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Do Tijolaço

Comissão investigará ligação da mídia com a ditadura

A notícia é do final do ano passado. Comi mosca em só publicar agora. Mas antes tarde do que nunca. É uma inicativa extraordinária do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (Sind, em parceria com organizações em defesa dos direitos humanos.

Vou confessar uma coisa. Eu apoiei a outra chapa, por causa de conhecidos, mas agora me tornei um fã da nova gestão do Sindjor-RJ. A sua presidente, Paula Máiran, tem feito um trabalho brilhante, com muita garra e coragem.

*

Texto publicado no site do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro:

Comissão da Verdade dos Jornalistas do Rio investigará relações de empresas com a ditadura

Os jornalistas do Rio conhecerão, enfim, a verdade por trás da repressão e da censura promovida pelo regime militar instaurado no país em 1964. Foi instalada nesta quinta-feira (12) a Comissão da Verdade dos Jornalistas do Rio, uma iniciativa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio em parceria com organizações de defesa dos direitos humanos.

A comissão deverá atuar em diversas linhas de investigação, como os prejuízos causados aos profissionais que eram militantes de esquerda, a perseguição aos órgãos da imprensa alternativa, as ligações das grandes empresas de comunicação com a ditadura e a atuação do próprio Sindicato durante os anos de chumbo.

As pesquisas serão realizadas com o apoio do Núcleo de Mídia, Memória e História do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Comunicação da UFRJ. Além da universidade, participam da Comissão da Verdade dos Jornalistas o Instituto Mais Democracia, o Grupo Tortura Nunca Mais RJ, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), a ONG Justiça Global e o Instituto de Defensores de Direitos Humanos. A sala do Centro de Cultura e Memória do Jornalismo do Sindicato foi escolhida como a sede da comissão, que terá a jornalista e escritora Ana Arruda Callado como presidente de honra.

“Vamos investigar casos de uma das categorias que foi mais perseguida no Rio pela ditadura. Mas precisamos ir além e investigar a estrutura do apoio das empresas de comunicação ao regime militar”, afirmou Carlos Tautz, do Instituto Mais Democracia, durante a solenidade de instalação da comissão, no auditório do Sindicato.

Paula Máiran, presidente do Sindicato, destaca a importância do apoio das organizações da sociedade civil, e não apenas as entidades relacionadas ao jornalismo, na apuração dos fatos:

“A luta pela liberdade de imprensa não afeta só os jornalistas. Ela traz reflexos para a sociedade como um todo”.

A solenidade ganhou um simbolismo especial por ter sido realizada um dia antes do aniversário de 45 anos da instauração do AI-5, que acirrou a repressão durante o regime militar. O evento encerrou a Semana de Direitos Humanos dos Jornalistas Cariocas.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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3 Comentários
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  1. carlos afonso quintela da silva

    10 de fevereiro de 2014 11:10 am

    Xiiiiiii! Globo e Folha.

    Xiiiiiii! Globo e Folha. Fudeu.

  2. Motta Araujo

    10 de fevereiro de 2014 11:46 am

    Não falta mais nada? E a

    Não falta mais nada? E a relação entre ditadura e esporte, entre ditadura e literatura, entre ditadura e restaurantes?

    IMagine se a Italia 30 anos depois da queda de Mussolini ficasse cavocando as relações do fascismo com tudo?

    É uma semi-loucura obsessiva, a Globo abrigou dezenas de comunistas e perseguidos do regime, o Estadão foi censurado com paginas em branco e receitas de bolo, a Folha foi invadida, agora vão dizer que todos eram amiguinhos do regime na linha de uma necessidade de “ley de Medios” para punir.

    1. Marcos Mattos

      10 de fevereiro de 2014 1:58 pm

      A relação entre a ditadura e

      A relação entre a ditadura e a literatura pode ser estendida à arte como um todo. Disso sabemos muito bem e não há necessidade de você propor nada “novo” neste sentido.

      Nos esportes também não são segredo de ninguém, tal como o exemplo da escalação da seleção de 70….

      Mas acredito que, agora, alguém vai se preocupar, e muito, com a relação entre a ditadura e a gastronomia… Vai que exista algum elo em comum entre o que comeu Jango e Kubitschek… mortes misteriosas… sabe como é..

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