Do Estadão
BRASÍLIA – Documentos até agora inéditos revelam que a presidente Dilma Rousseff votou em 2006 favoravelmente à compra de 50% da polêmica refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). A petista era ministra da Casa Civil e comandava o Conselho de Administração da Petrobrás. Ontem, ao justificar a decisão ao Estado, ela disse que só apoiou a medida porque recebeu “informações incompletas” de um parecer “técnica e juridicamente falho”. Foi sua primeira manifestação pública sobre o tema.
A aquisição da refinaria é investigada por Polícia Federal, Tribunal de Contas da União, Ministério Público e Congresso por suspeita de superfaturamento e evasão de divisas.
O conselho da Petrobrás autorizou, com apoio de Dilma, a compra de 50% da refinaria por US$ 360 milhões. Posteriormente, por causa de cláusulas do contrato, a estatal foi obrigada a ficar com 100% da unidade, antes compartilhada com uma empresa belga. Acabou desembolsando US$ 1,18 bilhão – cerca R$ 2,76 bilhões.
A presidente diz que o material que embasou sua decisão em 2006 não trazia justamente a cláusula que obrigaria a Petrobrás a ficar com toda a refinaria. Trata-se da cláusula Put Option, que manda uma das partes da sociedade a comprar a outra em caso de desacordo entre os sócios. A Petrobrás se desentendeu sobre investimentos com a belga Astra Oil, sua sócia. Por isso, acabou ficando com toda a refinaria.
Dilma disse ainda, por meio da nota, que também não teve acesso à cláusula Marlim, que garantia à sócia da Petrobrás um lucro de 6,9% ao ano mesmo que as condições de mercado fossem adversas. Essas cláusulas “seguramente não seriam aprovadas pelo conselho” se fossem conhecidas, informou a nota da Presidência.
Ainda segundo a nota oficial, após tomar conhecimento das cláusulas, em 2008, o conselho passou a questionar o grupo Astra Oil para apurar prejuízos e responsabilidades. Mas a Petrobrás perdeu o litígio em 2012 e foi obrigada a cumprir o contrato – o caso foi revelado naquele ano pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.
Reunião. A ata da reunião do Conselho de Administração da Petrobrás de número 1.268, datada de 3 de fevereiro de 2006, mostra a posição unânime do conselho favorável à compra dos primeiros 50% da refinaria, mesmo já havendo, à época, questionamentos sobre a planta, considerada obsoleta.
Os então ministros Antonio Palocci (Fazenda), atual consultor de empresas, e Jaques Wagner (Relações Institucionais), hoje governador da Bahia pelo PT, integravam o Conselho de Administração da Petrobrás. Eles seguiram Dilma dando voto favorável. A posição deles sobre o negócio também era desconhecida até hoje. Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás na época, é secretário de Planejamento de Jaques Wagner na Bahia. Ele ainda defende a compra da refinaria nos EUA.
O “resumo executivo” sobre o negócio Pasadena foi elaborado em 2006 pela diretoria internacional da Petrobrás, comandada por Nestor Cerveró, que defendia a compra da refinaria como medida para expandir a capacidade de refino no exterior e melhorar a qualidade dos derivados de petróleo brasileiros. Indicado para o cargo pelo ex-ministro José Dirceu, na época já apeado do governo federal por causa do mensalão, Cerveró é hoje diretor financeiro de serviços da BR-Distribuidora.
Desde 2006 não houve nenhum investimento da estatal na refinaria de Pasadena para expansão da capacidade de refino ou qualquer tipo de adaptação para o aumento da conversão da planta de refino – essencial para adaptar a refinaria ao óleo pesado extraído pela estatal brasileira. A justificativa da Petrobrás para órgãos de controle é que isso se deve a dois motivos: disputa arbitral e judicial em torno do negócio e alteração do plano estratégico da Petrobrás. A empresa reconhece, ainda, uma perda por recuperabilidade de US$ 221 milhões.
Antes de virar chefe da Casa Civil, Dilma havia sido ministra das Minas e Energia. Enquanto atuou como presidente do conselho nenhuma decisão importante foi tomada sem que tivesse sido tratada com ela antes.
Dilma não comentou o fato de ter aprovado a compra por US$ 360 milhões – sendo que, um ano antes, a refinaria havia sido adquirida inteira pela Astra Oil por US$ 42,5 milhões.
Ivan de Union
19 de março de 2014 2:21 pm“A presidente diz que o
“A presidente diz que o material que embasou sua decisão em 2006 não trazia justamente a cláusula que obrigaria a Petrobrás a ficar com toda a refinaria. Trata-se da cláusula Put Option, que manda uma das partes da sociedade a comprar a outra em caso de desacordo entre os sócios”:
Nao existem chances de Dilma JAMAIS aceitar uma clausula dessas, eh evidente que ela nao viu.
Sabem o que eh um “put option”, gente? Jogatina de bancos. Uma vez que voce a consiga em um contrato, eh so esperar alguma coisa dar errado, e mais importantemente, fazer algo acontecer. Os cassinos, digo, bancos saem com 3 precos ao invez de um.
Repito: nao existe chance nenhuma de Dilma ter aceitado isso. Ela foi enganada.
Nira
19 de março de 2014 7:04 pmCerto, acontece, o relatório
Certo, acontece, o relatório apresentado ao conselho, por incompetência ou má fé, era uma josta. E onde está a má fé do jornal ?
carlos batista
20 de março de 2014 3:21 amSe foi encanada, alguem
Se foi encanada, alguem enganou. E aí quem foi e qual atitude ela tomou??????????????
Mauro B.
19 de março de 2014 2:34 pmUma gerente de mão cheia, uma
Uma gerente de mão cheia, uma administradora eficiente.
A dedada populista na conta de energia já custa ao governo 21bi, ou seja, nossos impostos sendo literalmente jogados no ralo com objetivos eleitoreiros.
Petrobrás veio de 24,30 para 13 em sua gestão (147 bilhões de destruição de valor).
Eletrobrás de 19,50 para 9,40. (13 bilhões de destruição de valor).
É isso que custou a nós, pagadores de impostos, o governo ,Dilma, sem falar na Copa dos elefantes brancos superfaturados.
O PT é isso, quando se vê além do marketing.
Ivan de Union
19 de março de 2014 2:40 pmCadonde voce viu mencao ao PT
Cadonde voce viu mencao ao PT nesse item? E porque a queda das acoes da Petrobras eh “culpa” de Dilma? E qual foi o lucro da Petrobras no ano passado?
Ler antes de comentar.
alfredo machado
19 de março de 2014 2:41 pmPT na Petrobras
Mauro B. ,
Tens razão, DRousseff é uma zebra, mas zdaquelas que já fez reservas de mais de 20 bilhõs de boe em seu “desgoverno”, valor bruto de de 2 tri de dólares, mas valor buto não interessa, certo?
Bom mesmo foi o tucano FHC, que vendeu u$ 100 bi e saiu pela porta dos fundos deixando uma bomba de U$ 300 bi, risco- país em 20.000 pontos, viva o PSDB que agora quer tirar água da lama.
E viva os tucanos
Davi Sensu
19 de março de 2014 3:05 pmDesonestidade é isso…
Comparar o valor de mercado da petrobrás do Lula com o atual e falar que isso é o PT é uma piada… Por que não comparar o valor da Petrobrás e da Eletrobrás em 2002 (quando não era PT) com o atual? Faça o seguinte, compare o valor pelo qual foi vendida a Vale e o valor de mercado atual e nos diga o valor do prejuízo causado à União.
Caetano.
19 de março de 2014 9:42 pmComparação sem sentido.
O comentarista que me perdoe, mas dizer que a diferença entre o valor atual da Vale e o valor pelo qual foi vendida seria prejuízo da União, não faz sentido. O valor atual foi atingido pela administração privatizada. Sabemos que, se a Vale ainda fosse estatal, seria outra Eletrobrás, mero cabide de empregos e de indicações políticas. A Vale foi leiloada, quem pagou mais, levou. E acho ainda que, se tivesse sido entregue graciosamente, mesmo assim seria um bem para o Brasil.
Edi Passos
20 de março de 2014 1:16 am???
Verdade! Privadoar uma das maiores empresas do Brasil para que meia dúzia de gringos financiadores de campanha ficassem multibilionários extraindo nosso minério de ferro e levando pra construir a China foi mesmo a maior obra do PSDB. Queriam fazer o mesmo com a “Petrobrax” e com nossas reservas de pretróleo, que hoje então seriam propriedade exclusiva dos donos da Chevron e garantiriam a segurança energética do “Tio Sam”.
Ugo
19 de março de 2014 2:53 pmuma opinião
Como sempre o estadinho tirou conclusões sem consultar o outro lado.
Marco St.
19 de março de 2014 2:56 pmResposta ao jornal O Estado
Resposta ao jornal O Estado de S. Paulo
A aquisição pela Petrobras de 50% das ações da Refinaria de Pasadena foi autorizada pelo Conselho de Administração, em 03.02.2006, com base em Resumo Executivo elaborado pelo Diretor da Área Internacional. Posteriormente, soube-se que tal resumo era técnica e juridicamente falho, pois omitia qualquer referência às cláusulas Marlim e de Put Option que integravam o contrato, que, se conhecidas, seguramente não seriam aprovadas pelo Conselho.
Em 03.03.2008, a Diretoria Executiva levou ao conhecimento do Conselho de Administração a proposta de compra das ações remanescentes da Refinaria de Pasadena, em decorrência da aplicação da Cláusula de Put Option. Nessa oportunidade, o Conselho tomou conhecimento da existência das referidas cláusulas e, portanto, que a autorização para a compra dos primeiros 50% havia sido feita com base em informações incompletas.
Em decorrência disto, o Conselho de Administração determinou à Diretoria Executiva que apresentasse informações complementares sobre a operação. O tema retornou, nas reuniões subseqüentes do Conselho de Administração, resultando na não aprovação da compra das ações e na decisão de abertura do processo arbitral contra o grupo Astra. O processo arbitral foi aberto em decorrência de previsão contratual e de acordo com as regras da American Arbitration Association.
A Diretoria Executiva informou ao Conselho de Administração sobre a abertura de procedimento de apuração de prejuízos e responsabilidades. A aquisição pela Petrobras das ações remanescentes da Refinaria de Pasadena se deu em 13.06.2012, ao ser cumprido o laudo arbitral proferido pela Câmara Internacional de Arbitragem de Nova York e confirmado por decisão das Cortes Superiores do Texas.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Maria Luisa
19 de março de 2014 5:21 pmEssa resposta confirma que o
Essa resposta confirma que o tal diretor, que depois disso foi rebaixado, parece que recebeu algo por fora para fazer um parecer técnico que desse uma impressão positiva da compra. Pois pela descrição do Estadão, essa compra foi um fiasco e custou caro à petrobras. Coisa de gringo fazendo negocios com cucarachos. O tal Nestor deveria ter sido demitido, no minimo.
Filipe Rodrigues
19 de março de 2014 2:58 pmAté onde eu sei, melhor ter uma refinaria do que um poço…
PMDB e PSDB foram os maiores beneficiados com doações de sócia da empresa holandesa que pagou propina a executivos da Petrobrás
Fonte: Blog da Noélia Brito http://www.justicaeleitoral.jus.br/arquivos/tse-doacoes-recebidas-do-partido-politico Perceberam que o PiG, o PMDB, o PSDB e o PSB pararam de falar de suspeitos malfeitos da Petrobras? Pois é. Os caras estão com os rabos presos porque todos receberam doações eleitorais das empresas acusadas de pagar propina a executivos da Petrobrás.Deve-se este achado jornalistico a amiga blogueira Noélia Brito.Curioso é que Fernando Rodrigues, que é tão diligente quando é para apurar quem mais doou ao PT, e Ricardo Noblat, tão contundente quando é para criticar o PT e partidos da base aliada de Dilma, não escreveram uma só linha sobre essa questão.Nenhuma!
O PMDB se aliou ao PSB e ao PSDB para criar uma situação que, no entender deles, deixaria o governo Dilma Rousseff em maus lençóis. Para tanto, formaram uma espécie de “blocão” para aprovação de medidas contrárias aos interesses do governo e, logo de cara, aprovaram a convocação da presidente da Petrobras, Graça Foster, para comparecer perante o Congresso Nacional com a finalidade de prestar esclarecimentos sobre denúncias envolvendo a aquisição de uma Refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos e o pagamento de propina a executivos da estatal brasileira, feitos por um fornecedor holandês para obtenção de contratos bilionários.
O intuito do PMDB em causar situações de desgaste para o governo é o de sempre: o mais puro fisiologismo, a busca de mais espaço no governo, pois na visão do PMDB, segundo declarações do presidente da Câmara Henrique Alves, publicadas hoje, pela Folha de São Paulo, não é justo que o PT tenha 17 Ministérios e o PMDB apenas 5. É claro que Henrique Alves esqueceu se contabilizar, nesse cálculo, a Transpetro, que é presidida pelo ex-tucano e hoje peemedebista, Sérgio Machado, que dirige, portanto, por indicação de Renan Calheiros, a subsidiária responsável pelos contratos bilionários dos navios-plataformas e estaleiros a serviço da Petrobras, o que deve equivaler, em termos orçamentários, a alguns dos 17 ministérios citados por Henrique Alves.
Já para PSDB e PSB, o interesse é mesmo de cunho eleitoreiro, já que os dois partidos estão em disputa pela vaga do PT, hoje ocupada por Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto e quanto maior o desgaste da concorrente, melhor para os candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos.
Mas será que essa equação se resolve de maneira tão simples e direta assim? Parece que não, pois em política as coisas nunca são como se mostram à primeira vista.
Ao investigar o pagamento de propinas feitas pela empresa holandesa SBM Offshore a executivos da Petrobras por certo se questionará qual o benefício que essa empresa alcançou, até porque o valor pago giraria em torno de US$ 139 milhões, provavelmente um dos maiores já pagos no país, pelo menos de que se tenha notícia.
Conforme revelamos, ontem, aqui mesmo em nosso blog, todos os negócios da SBM Offshore com a Petrobras foram realizados em consórcio com a Queiroz Galvão Óleo e Gás, uma das empresas da Holding Queiroz Galvão.
Em 2009, o consórcio Queiroz Galvão/SBM venceu a licitação para o afretamento do navio FPSO dedicado ao pré-sal do Campo de Tupi Nordeste, na Bacia de Santos, pelos próximos 20 anos.
Em 2011, o Consórcio SBM/Queiroz Galvão foi contratado para construir a plataforma FPSO para Guará Norte, no campo de Tupi 4. Nesse caso, o valor do contrato é de US$ 725 mil por dia de arrendamento durante 15 anos, prorrogáveis por mais 5 anos. Para construir as plataformas FPSO Cidade de Maricá e o FPSO Cidade de Saquarema a SBM e a Queiroz Galvão ainda se consorciaram com as empresas Mitsubishi Corporation, Nippon Yusen Kabushiki Kaisha. Ambas as plataformas irão operar na produção de petróleo no campo de Lula, no pré-sal da bacia de Santos, no bloco BM-S-11 cuja concessão é da Petrobras (65%), BG E&P Brasil (25%) e Petrogal Brasil (10%). O valor desse contrato de arrendamento é de US$ 3,5 bilhões por 20 anos. Há suspeitas de que parte dos recursos pagos pela empresa holandesa teriam sido desviados para custear campanhas eleitorais. Segundo documentos de posse da justiça holandesa, os pagamentos de propina a executivos da Petrobras, ocorreriam desde 1999, sendo responsável pela intermediação, desde o governo FHC, Julio Faerman, funcionário da SBM. Nos documentos são citadas, inclusive, as duas FPSOs ainda a serem entregues à estatal, batizadas de Saquarema e Maricá. As ameaças de investigação feitas pela oposição e pelo PSDB não devem passar de fogo de palha, já que uma simples consulta ao site do TSE revela que não só o PT, mas também o PMDB, o PSDB e o PSB receberam milhões em doações para custeio de suas campanhas eleitorais, vindos justamente de empresas que integram a holding Queiroz Galvão, beneficiária direta dos contratos que teriam sido gerados pelos pagamentos de propinas feitos pela empresa holandesa de quem é sócia. Aliás, a análise detida das doações traz mesmo uma conclusão intrigante: o PMDB de Eunício Oliveira, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Sarney e Jarbas Vasconcelos é o receptor preferencial das doações da Queiroz Galvão, acumulando espantosos R$ 17.880.000,00, seguido pelo PSDB, de Aécio Neves, FHC, José Serra, Tasso Jereissati, Bruno Araújo e Elias Gomes, com R$ 13.310.000,00 e pelo PSB de Eduardo Campos e agora também de Marina Silva, com R$ 10.150.000,00. Por fim chega a vez do PT de Dilma e Lula, com R$ 9.180.000,00.
Além do Congresso, a própria Petrobras e a Polícia Federal instauraram procedimentos para investigar o caso. Aguardemos, então, para saber se não estamos diante de um novo Banestado, onde o envolvimento de próceres das principais agremiações partidárias esfriou o ânimo dos investigadores.
Calvin
19 de março de 2014 3:17 pmEnquanto Petrobrás e
Enquanto Petrobrás e Eletrobrás afundam, a Vale….
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,AA1325585-9356,00-VALE+MELHOROU+APOS+PRIVATIZACAO+APONTA+FGV.html
Roberto Monteiro
19 de março de 2014 4:38 pmAgora se fazem de desentendidos.
Os navios monstruosos que quase afundarem, que não podiam atracar na China, sonegação a mil, erros estratégicos e não falhas, umas atrás das outras e por aí vai. Isso era a Vale dos tempos do Agnello. Agora melhorou um pouco. E assim como acusam Lula de surfar na onda dos preços das commodities, quem mais se aproveitou foi a Vale, com o preço do ferro nas alturas. E ao contrário da Petrobrás que gera negócios, renda e trabalho aqui no Brasil, a Vale gosta de gastar nosso dinheirinho lá fora. Esse erro da Petrobrás merece maiores explicações sim, e punição dos responsáveis se forem comprovados erros, agora vir dizer que a Vale ficou melhor depois da privatização sem mensurar as causas, tenha paciência. Parece assunto de quem vai lucrar muito com a privatização da Petrobrás.
carlos_ribeiro
20 de março de 2014 1:52 pmSua peneira não tá boa hj
Me
Sua peneira não tá boa hj
Me responde:
A Vale é melhor hj ou qdo era apinhada de apadrinhados políticos, igual a Petrobrás hj?
Alexandre Weber - Santos -SP
19 de março de 2014 3:34 pmVERGONHA
Por mim abria uma sindicância contra todos os envolvidos, com suspensão imediata nos cargos e apurava tudo, doa a quem doer.
alfredo machado
19 de março de 2014 3:43 pmPor baixo do pano
Alexandre,
Tudo bom?
É isto mesmo.
Depois de sindicância séria, mas de um terá que responder por esta lambança. Os pilantras merecem encarar uma Papuda, mas brasilsil é brasilsil.
Um abraço
AW
Callegari
19 de março de 2014 8:16 pmeu prefiriria que o dinheiro
eu prefiriria que o dinheiro da comissão fosse confiscado, e uma multa no dobro do valor da mesma comissão fosse atribuida para todos os responsaveis!
que seja apresentado esse relatorio!
Fabio !
19 de março de 2014 9:59 pmQuem sabe não se animam e
Quem sabe não se animam e também apuram a compra do falido Banco Panamericano pela CEF por R$740mihões , em 2009. No ano seguinte – 2010 – anunciou-se um rombo de R$2,5 bihões no patrimônio do banco , que depois de apurado concluiu-se que chegava a R$4 bilhões.
iron
19 de março de 2014 5:16 pmContagem regressiva para que
Contagem regressiva para que alguem afirme que isso eh coisa do pig.
Nira
19 de março de 2014 6:55 pmJá disseram.
Já disseram.
evandro condé de lima
19 de março de 2014 5:46 pmSendo direto
O que ela disse em português claro: Por favor, tirem o meu da reta.
André Paulistano
19 de março de 2014 5:53 pmÉ coisa do PIG
É coisa do PIG quando um Conselho Administativo de 10 pessoas faz votação unânime – com base em um relatório técnico – é mostrado como um Conselho Administrativo incompetente e lesivo ao povo brasileiro [já que aparelhado pelo PT, liderado pela Dilma e que teve participação de um apadrinhado do Zé Dirceu]
Ah, sem mencionar que tão cantando bola pro povo do Blocão quando a Graça Foster educadamente declinar do convite feito a ela.
Fabio (o outro)
19 de março de 2014 6:59 pmEsse foi somente mais um
Esse foi somente mais um entre os muitos atos de bondade do governo petista para com empresários .
A compra do falido Banco Panamericano pela CEF , em 2009 , por valor considerado exorbitante pelo mercado , é outra transação milionária nunca investigada .
evandro condé de lima
19 de março de 2014 7:04 pmE aproveitando, vai ser mais
E aproveitando, vai ser mais que utilizado na campnha eleitoral. Que todo mundo tem o rabo preso, ou fez merda antes, mesmo sendo da oposiçao, não impedirá.
claudio Coimbra
19 de março de 2014 7:06 pmA cláusula não constava no contrato?
Como uma cláusula pode não constar num contrato e depois aparecer no contrato?
O contrato apresentado foi um e o assinado foi outro?
Discutiram um contrato diferente do que seria assinado?
O parecer foi de um contrato e o assinado foi outro?
Pode isso Arnaldo?!
JorgeLuis
19 de março de 2014 7:44 pmO tal relatório fajuto não se
O tal relatório fajuto não se materializou simplesmente na mesa da Dilma. Alguém elaborou e precisa ser responsabilizado.
Callegari
19 de março de 2014 8:02 pmse ela recebeu um relatorio
se ela recebeu um relatorio falho, esse relatorio então existe, será que ele poderia ser apresentado para o publico e principal acionista da petrobras que é o povo brasileiro?
edna baker
19 de março de 2014 8:36 pmNossa! os “troll” estão
Nossa! os “troll” estão adorando essa notícia! ficam procurando, igual uns doidos, qualquer coisa que desabone o PT e Dilma e aí se esbaldam. São uns coitados. Não têm nada de legal para acreditar.
ArthurTaguti
19 de março de 2014 9:42 pmVishe. E o assessor, que
Vishe. E o assessor, que deveria ter lido o negócio todo e fez a cagada, foi demitido?
Não dá para aprovar uma compra de centenas de milhões de dólares sem ter toda a informação pertinente nas mãos.
Nira
20 de março de 2014 1:52 amAo que parece, hoje ele é
Ao que parece, hoje ele é diretor finaceiro da Petrobrás distribuidora, ou coisa que valha.
peregrino
19 de março de 2014 9:49 pmmas o negócio está condenado ao fracasso ou não?
pergunto porque tratando-se de petróleo quem refletiu se era um bom negócio ou não foi o mercado da época e não a capacidade da equipe que tomou a decisão
problema da oposição é que ela só sabe vender mal e porcamente barato
Dagoberto Saraiva
19 de março de 2014 10:29 pmBlog Fatos e Dados PETROBRAS (07/08/2013)
A transcrição de parte do depoimento do ex-presidente Gabrielli, já convicado ao Senado em agosto / 2013 sobre esse assunto, ajudará a entender e a responder grande parte das críticas e calúnias levantadas sobre essa negociação :
Segue a transcrição, para a qual peço atenção aos trechos negritados :
” Nosso ex-presidente José Sergio Gabrielli participou, na última terça-feira (06/08), de audiência na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), requerida pelo senador Ivo Cassol (PP-RO). Gabrielli foi a Brasília para falar sobre a compra da refinaria de Pasadena, no estado americano do Texas, em 2006.
Conforme o ex-presidente, a aquisição foi uma operação normal, com base em condições de mercado. Ele atribuiu a desconhecimento sobre o mercado de petróleo e derivados denúncias divulgadas pela imprensa sobre superfaturamento e irregularidades na operação, e negou informação divulgada pela revista Veja, de que teria sido pago valor acima do praticado no mercado.
“É uma refinaria bem localizada, na costa do Texas, na beira do golfo do México, integrada a todos os oleodutos que alimentam o mercado do leste americano e tem espaço para crescer. Sofre efeitos das flutuações de margem que afetam o negócio de refino, mas é um ativo que permanece nas mãos da Petrobras, com grande oportunidade de retorno”, disse Gabrielli.
Conforme afirmou, em 2006, teríamos pago US$ 190 milhões por metade das ações da refinaria, tornando-nos sócios da empresa belga Astra Oil, e não US$ 360 milhões, conforme divulgado pela revista. A diferença – US$ 170 milhões – foi paga por estoques de petróleo e derivados, disponíveis na época da aquisição.
Quanto à diferença entre esse valor gasto e os US$ 42,5 milhões que teriam sido pagos um ano antes pela Astra Oil, quando esta comprou a refinaria, Gabrielli disse que a empresa belga já teria investido US$ 84 milhões quando nos vendeu metade das ações, elevando o valor a US$ 126,5.
O ex-presidente atribuiu a decisão de adquirir capacidade de refino no exterior à estagnação do consumo de combustível fóssil no Brasil à época. Ele explicou que, como produtora de petróleo pesado, buscamos elevar nosso lucro participando do mercado de derivados no exterior.
A opção pela refinaria de Pasadena foi devida ao contexto de crescimento da importação de petróleo pelos Estados Unidos e a nossa perspectiva de, além de exportar petróleo, avançar no mercado de refino e de comercialização de derivados, elevando as margens de ganho.
A sociedade entrou em litígio, segundo Gabrielli, em 2008, após a crise na economia mundial, devido à diferença de objetivos das sócias. Empresa que comercializa derivados de petróleo, a Astra Oil visava o curto prazo e não concordava com a realização de investimentos, enquanto pretendíamos investir na capacidade de conversão no médio prazo.
Ainda de acordo com Gabrielli, nós movemos, então, ação arbitral contra a Astra, cobrando compromisso contratual de investimentos. Pouco depois, foi a vez da empresa belga buscar arbitragem judicial para garantir o direito de venda de sua parte na sociedade.
A Justiça americana então fixou valores para o fim da sociedade e, conforme Gabrielli, determinou que pagássemos US$ 296 milhões pelos outros 50% da refinaria e não US$ 820 milhões, como divulgado por Veja. A diferença que leva ao valor citado pela revista, disse, se deve a pagamento de garantias bancárias, custas judiciais e outros valores acordados para o encerramento das pendências entre as empresas.
“No total, a refinaria custou US$ 486 milhões, em aquisição de ativo, o que representa US$ 4.860 por barril de capacidade de processamento. Eu desafio qualquer técnico a dizer que isso não está em linha com o mercado”, enfatizou.
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evandro condé de lima
20 de março de 2014 12:13 amContinuo achando estranho o
Continuo achando estranho o fato da Dilma não ter recorrido – ao que parece – às explicações do Gabrielli, muito antes pelo contrário.
Calvin
20 de março de 2014 7:29 pmPorque nem ela nem Graça
Porque nem ela nem Graça Foster são tão burras quanto alguns áulicos e o Gabrielli e já perceberam o custo do mico. Só isso!
FVX
19 de março de 2014 11:05 pmE o depoimento do Gabrielli
E o depoimento do Gabrielli no Congresso, alguem poderia achar por aqui?
Vamos comparar as anotações…Pq engraçado quando ele foi ao Congresso não se fez tanto estardalhaço sobre a questão de Pasadena.
Dagoberto Saraiva
19 de março de 2014 11:47 pmDepoimento Gabrielli (parte I)
Nosso ex-presidente José Sergio Gabrielli participou, na última terça-feira
(06/08), de audiência na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e
Fiscalização e Controle (CMA), requerida pelo senador Ivo Cassol (PP-RO).
Gabrielli foi a Brasília para falar sobre a compra da refinaria de
Pasadena, no estado americano do Texas, em 2006.
*Conforme o ex-presidente, a aquisição foi uma operação normal, com base em
condições de mercado. Ele atribuiu a desconhecimento sobre o mercado de
petróleo e derivados denúncias divulgadas pela imprensa sobre
superfaturamento e irregularidades na operação*, e negou informação
divulgada pela revista *Veja*, de que teria sido pago valor acima do
praticado no mercado.
“É uma refinaria bem localizada, na costa do Texas, na beira do golfo do
México, integrada a todos os oleodutos que alimentam o mercado do leste
americano e tem espaço para crescer. Sofre efeitos das flutuações de margem
que afetam o negócio de refino, mas é um ativo que permanece nas mãos da
Petrobras, com grande oportunidade de retorno”, disse Gabrielli.
Conforme afirmou, em 2006, teríamos pago US$ 190 milhões por metade das
ações da refinaria, tornando-nos sócios da empresa belga Astra Oil, e não
US$ 360 milhões, conforme divulgado pela revista. A diferença – US$ 170
milhões – foi paga por estoques de petróleo e derivados, disponíveis na
época da aquisição.
Quanto à diferença entre esse valor gasto e os US$ 42,5 milhões que teriam
sido pagos um ano antes pela Astra Oil, quando esta comprou a refinaria,
Gabrielli disse que a empresa belga já teria investido US$ 84 milhões
quando nos vendeu metade das ações, elevando o valor a US$ 126,5.
O ex-presidente atribuiu a decisão de adquirir capacidade de refino no
exterior à estagnação do consumo de combustível fóssil no Brasil à época.
Ele explicou que, como produtora de petróleo pesado, buscamos elevar nosso
lucro participando do mercado de derivados no exterior.
Roberto Milesi
20 de março de 2014 4:57 pmClausula PUT OPTION…
Desculpem a minha falta de conhecimento e demasiado apego a lógica. Se havia uma cláusula que dizia que em caso de conflito uma das partes deveria comprar a outra, por que a Petrobras então não vendeu sua parte. Recuperaria assim os US$ 360MILHÕES e fim de conversa. ALGUEM PODERIA ME EXPLICAR ?????
Marcos...
24 de março de 2014 2:18 pmNão acredito que Dilma não
Não acredito que Dilma não saia do rolo, pq de boba ela não tem nada. Mas partindo do princípio que ela não sabia, como trabalhava no setor será que ela não teve conhecimento que essa empresa havia sido vendida 1 ano antes por apenas 42,5 milhoes? E que pagar 360 mi em 50% significa acreditar que essa empresa passou a valer 720 mi em um ano? Que empresa falida valoriza tanto em tão pouco tempo?
“Dilma não comentou o fato de ter aprovado a compra por US$ 360 milhões – sendo que, um ano antes, a refinaria havia sido adquirida inteira pela Astra Oil por US$ 42,5 milhões.”