esta cidade quebrada
cabe meu olho e meu sangue
na aguada terra podre
do ouro como montanha.
fiz meu gesto no acaso
do desespero vazio
nos ferros soltos, caudais
de uma vida escrava e dura.
quando o reino fez valer
a trava de uma masmorra
à casa dos contos coube
ser a forca do poeta
que comia liberdades
desentranhava amores
pelo ato do encanto
a qualquer homem que fosse.
quanto fazem suas grades?
o que quebram suas ruas?
a mim sobrou a estrada
de ser preso permanente.
romério rômulo
Maíra
9 de abril de 2014 11:04 amlendo poesia.
sempre leio quando está. ¡Poesia!
fred maia
10 de abril de 2014 5:57 pmpoema
Gratro, Luis nassif, por publicar esse pelo poema, do genial Romério Rômulo!