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Gripen

A defesa nacional e a nova geopolítica mundial

Jornal GGN – A indústria brasileira de defesa passa por uma profunda reformulação. Depois de um período de investimentos nas décadas de 60, 70 e 80, quando o Brasil procurou desenvolver sua própria tecnologia militar, a base industrial de defesa foi esvaziada nos anos 90 e 2000. O fim da Guerra Fria acabou com a dinâmica produtiva e derrubou as exportações ao ponto de desmanchar a cadeia de valor.

Agora, com maior protagonismo internacional, o País ensaia uma retomada. As Forças Armadas, notadamente a Marinha e a Aeronáutica, têm projetos em andamento para absorver tecnologia estrangeira. Note-se o desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear do Prosub e do caça supersônico Gripen NG.

A visão estratégica desses investimentos foi tema de discussão no 59º Fórum de Debates Brasilianas.org.

Para o doutor Luiz Martins de Melo, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especialista em políticas de inovação no complexo industrial da defesa, a nova abordagem definida pelo Plano Nacional de Defesa e pela Estratégia Nacional de Defesa, aprovados pelo Congresso Nacional em 2005 e 2008, respectivamente, é um marco histórico.

“[É] uma política externa que integra suas ações diplomáticas com suas políticas de defesa e de desenvolvimento econômico. E, ao mesmo tempo, introduz um conceito inovador na história democrática do país, o conceito de entorno estratégico, onde o Brasil se propõe irradiar, de forma preferencial, a sua influência e a sua liderança, incluindo a América do Sul, a África Subsaariana, a Antártida, e a bacia do Atlântico Sul”, elogiou.

Porém, ele enxerga alguns pontos de atenção na organização geopolítica mundial que devem ser desafios para o Brasil. Por exemplo, a transformação da China, do sudeste asiático e da Bacia do Pacífico no “espaço mais dinâmico da economia mundial”, a entrada econômica da China na América Latina e Caribe e a revalorização econômica do Caribe e da América Latina como campo fértil da competição entre Estados Unidos e China.

“Se o Brasil conseguir sustentar suas novas posições, terá que se defrontar com uma regra fundamental do sistema: todo país que se propõe ascender a uma nova posição de liderança regional ou global, em algum momento terá que questionar a hegemonia dos seus valores ideológicos e dos arranjos institucionais impostos previamente pelas potências”, acredita Martins de Melo.

Para ele, está claro que o Brasil precisa descobrir como projetar seu poder e sua liderança sem seguir o figurino tradicional das grandes potências. “Sem reivindicar nenhum tipo de destino manifesto, sem utilizar a violência bélica dos europeus e americanos e sem se propor a conquistar qualquer povo que seja, para converte-lo, civilizá-lo, ou comandar o seu destino”.

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A tecnologia de defesa e o caso Gripen

Em toda nação industrializada, os dois maiores investimentos em inovação ocorrem nas áreas de saúde e de defesa. Por razões estratégicas, a área de defesa prioriza o controle tecnológico nacional. E essas duas visões marcaram a escolha do sueco Gripen como o avião de combate a ser desenvolvido no país.

A análise da Aeronáutica foi central para a escolha do avião – superando a maior tradição dos FX dos Estados Unidos e da francesa Dassault. E o ponto central para a escolha foi a ampla transferência de tecnologia prevista no acordo.

***

Ontem, no 59o Fórum de Debates Brasiliana, o Brigadeiro Paulo Roberto de Barros Chã, Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) apresentou um amplo quadro dos acordos de transferência de tecnologia com a Saab-Scania, fabricante do Gripen.

Para toda compra pública no exterior acima de US$ 5 milhões, a Constituição exige acordos offset, ou seja a contrapartida a ser oferecida pelo vendedor.

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A nova tecnologia do míssil brasileiro A-Darter

Enviado por Alfeu

Tecnologia de sensor cria sistema inovador para guiar míssil

Por Rui Sintra

Da Assessoria de Comunicação do IFSC

A empresa Opto Eletrônica , uma spin-offdo Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, participou do desenvolvimento do novo míssil A-Darter, que foi testado acoplado ao avião de caça Gripen, da Força Aérea da África do Sul, no início deste ano. A fabricação do sistema — ou seeker — de quinta geração, é um projeto binacional entre o Brasil e a África do Sul que, além da Opto Eletrônica, envolve a Força Aérea Brasileira (FAB), as empresas nacionais Mectron, Avibras, e a estatal sul-africana Denel Dynamics.

A maior parte dos mísseis detecta a aeronave — ou alvo — através do calor da turbina, contudo, existem diversas táticas capazes de despistar esses mísseis, como, por exemplo, a liberação de bolas de fogo, chamadas de contramedidas. A fim de impedir esse tipo de situação, a Opto Eletrônica desenvolveu um inovador sistema de guiagem que, ao contrário dos demais modelos fabricados, detecta duas faixas de calor, captando a emissão de gazes da turbina do alvo, o que possibilita, por exemplo, que o míssil não caia nas armadilhas das citadas bolas de fogo, uma vez que essa estratégia não emite os mesmos gazes que saem da turbina do avião.

O professor Jarbas Caiado Neto, professor do IFSC e um dos fundadores da Opto Eletrônica, explica que a tecnologia do sensor também permite que o seeker reconheça uma aeronave por meio de imagem, independente do ângulo em que esse alvo esteja. Além disso, outra vantagem do sensor é a sua capacidade de guiar o míssil em ângulo de até 90 graus — as curvas realizadas pelos mísseis comumente utilizados se limitam a 20 ou 30 graus. O desenvolvimento do A-Darter, segundo o professor, está quase finalizado. Com isso, em breve, o míssil deverá ser produzido e fornecido pelas empresas Mectron e Avibras.

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A importância do Gripen para o desenvolvimento tecnológico

Jornal GGN - As negociações do Brasil com a Suécia estão avançando e a expectativa das autoridades dos dois países é que até o início de dezembro seja assinado o contrato de desenvolvimento conjunto do jato Gripen New Generation. O projeto marca uma nova fase para a indústria nacional de defesa, que busca absorver a tecnologia estrangeira e conquistar mais autonomia.

Três modelos de avião participaram da concorrência do projeto FX-2, que busca modernizar a frota de aeronaves militares supersônicas da Força Aérea Brasileira (FAB): o americano Boeing Super Hornet, o francês Dassault Rafale e o sueco SAAB Gripen NG. Os três foram aprovados nos testes realizados pelos pilotos brasileiros, que simularam as necessidades operacionais da FAB. O Gripen foi escolhido, entre outros motivos, pela possibilidade de desenvolvimento conjunto.

O assunto foi tema no 50º Fórum de Debates Brasilianas.org, que reuniu especialistas para discutir a decisão. Na opinião de Sami Youssef Hassuani, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), o projeto é extraordinário e representa um bom negócio para o Brasil, mas não garante que o País terá independência tecnológica. “O motor não vai ser feito aqui, a bomba de combustível não vai ser feita aqui. É um bom negócio? É. Mas não nos dá independência tecnológica”, disse.

O executivo tem um olhar crítico para o conceito de transferência de tecnologia. “Transferência de tecnologia não existe. Nenhum país transfere tecnologia. O know how é apenas uma transferência técnica. É reproduzir processos e produtos já definidos, sem a capacidade de inovar”, afirmou.

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Contrato para compra dos caças Gripen deve ser fechado em dezembro

Jornal GGN - Autoridades do Brasil e da Suécia reuniram-se para avançar nas negociações dos 36 caças Gripen New generation (NG), da empresa Saab, que irão integrar a Força Aérea Brasileira (FAB). A expectativa é que o contrato seja assinado no mês de dezembro deste ano.

O ministro Celso Amorim recebeu o vice-ministro de Defesa da Suécia, Carl von der Esch, em audiência nesta quarta-feira (03). Amorim disse que o país recebeu positivamente a notícia de que os caças haviam sido escolhidos para o Projeto FX-2. “Em breve, Brasil e Suécia serão mais que grandes amigos. Serão parceiros”, afirmou Amorim.
 
Segundo o brigadeiro José Augusto Crepaldi, chefe da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), tanto brasileiros como suecos têm atendido o cronograma de negociações com vistas à assinatura do contrato em dezembro próximo.

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Brasilianas.org discute hoje a estratégia nacional de defesa

Hoje, na TV Brasil, das 19h30 às 20h30, o programa Brasilianas.org recebe o Ministro da Defesa Celso Amorim, o diretor titular do Comitê de Defesa da Fiesp, Jairo Cândido, e o conselheiro da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), Claudio Moreira. O debate, que será mediado por Luis Nassif, avaliará a importância da indústria da defesa e segurança do Brasil.

A estratégia nacional de defesa está baseada na Constituição Federal, com premissas de buscar sempre que possível soluções pacíficas e o fortalecimento da paz e segurança internacionais. Entretanto, o aumento da relevância social e econômica do Brasil no cenário mundial lhe obrigou a aumentar os investimentos no setor nos últimos anos. Segundo dados do Panorama sobre a indústria da defesa e segurança no Brasil, divulgado em 2013 pelo BNDES, de 2003 até 2012 as despesas com investimentos neste nicho aumentaram 568% em território nacional, passando de R$ 1,5 bilhão para R$ 10,1 bilhões.
 
Para encaminhar suas perguntas que poderão ser selecionadas ao vivo, clique aqui.
 
Os gastos com investimentos referem-se à aquisição de recursos necessários ao aparelhamento das Forças Armadas como aviões, helicópteros, navios, embarcações, carros de combate, instalações de grande porte, armamentos pesados e suas munições. O relatório também destaca a importância do setor bélico para o desenvolvimento de tecnologias de ponta, lembrando que grande parte dos inventos nesta área tem aplicação dual, ou seja, tanto militar como civil, a exemplo da criação da internet, do telefone celular e do GPS.
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Brasilianas.org, na TV Brasil, fala da indústria da defesa

Programa contará com a participação do Ministro Celso Amorim
 
Em nova edição do programa Brasilianas.org, o apresentador Luis Nassif recebe o Ministro da Defesa Celso Amorim e o diretor do Departamento da Indústria da Defesa da Federação das Indústrias de São Paulo (Comdefesa-Fiesp) Jairo Cândido. A proposta do debate é discutir a política tecnológica a partir da compra dos caças Gripen, além de fazer um balanço da estratégia nacional de defesa e do papel dos institutos militares.
 
Além do acordo com a SAAB-Scania para a compra e troca de tecnologia dos caças suecos Gripen, nos últimos anos o governo estabeleceu novas políticas para consolidar o setor, como o Inova Defesa, para o financiamento de pesquisas. 
 
O aumento da importância relativa do Brasil diante do mundo, na última década, conduziram o país a uma posição mais protagonista regionalmente com consequências sobre o papel da Defesa Nacional. Mas esse tipo de industria funciona a partir de uma lógica diferente de outros setores, que respondem ao sistema de oferta e demanda. Um panorama sobre a indústria da defesa, divulgado pelo BNDES em 2013, destaca que as indústrias de defesa e segurança, "ainda que incluam empresas com produtos exclusivos, é assim caracterizado pelo fato de os principais clientes serem as Forças Armadas e de Segurança". Em outras palavras, são as encomendas públicas que impulsionam o setor.  
 
Não perca esse debate, na próxima segunda-feira (25/08), em novo horário, das 19h30 às 20h30, na TV Brasil!
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Piloto da FAB testa caça sueco Gripen

Caças Gripen, que serão comprados pelo Brasil, estão em operação na África do Sul desde a Copa de 2010 (Foto: Frans Dely/South African Air Force)

Caças Gripen sobrevoam estádio Soccer City,  em Joanesburgo

Jornal - O major Renato Leal Leite foi o primeiro piloto da Força Aérea Brasileira a pilotar o caça Gripen após o modelo sueco ser anunciado como o novo avião de combate brasileiro, em dezembro do ano passado. O voo de teste aconteceu na base de Makhado, na África do Sul, em junho. O país africano utiliza o caça desde 2010. Leite elogiou o Gripen, que ganhou a concorrência entre o F-18, da norte-americana Boeing, e o Rafale, da francesa Dassault. "Tive a sensação de estar em um dos caças mais modernos, talvez o mais moderno, do mundo. A certeza de que foi a melhor escolha para o Brasil, sem dúvida". O contrato será assinado até o fim do ano e prevê transferência de tecnologia para a indústria nacional. Serão adquiridos 36 aviões ao custo de US$ 4,5 bilhões. O governo negocia com a Suécia a cessão de 4 a 6 aviões para a vigilância aérea durante as Olimpíadas de 2016.

Do G1

 
Major é 1º piloto da FAB a voar caça sueco após Dilma anunciar decisão. Governo assina até dezembro compra de 36 Gripen por US$ 4,5 bilhões.
 
Tahiane Stochero
 
Sentado na cabine de comando do novo caça comprado pelo Brasil, o Gripen, da empresa sueca Saab, e que só deve chegar ao Brasil oficialmente em 2018, o major da Aeronáutica Renato Leal Leite mira o alvo. Voando a 6 mil metros de altitude e a 1.000 km/h, ele muda a direção da aeronave, sem saber o que encontrará pela frente.

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Dilma deve se reunir com Saab para acertar detalhes do acordo dos caças

Do Estadão

Dilma se reúne com Saab para detalhar acordo de caças

Jamil Chade
 
A presidente Dilma Rousseff deve se reunir com a Saab nesta quinta-feira em Zurique para começar a detalhar de que forma o Brasil vai adquirir os jatos Gripen da empresa sueca. No final de 2013 e depois de mais dez anos de debates, o governo finalmente optou pelo caça produzido pela Saab. Estavam na concorrência também os aviões da Boeing e da Dassault.
 
Numa primeira fase, 36 aviões serão comprados. Mas a Saab já indicou que poderia fechar um acordo com o Brasil para que justamente parte da produção ocorra em território brasileiro.
 
Outro ponto que ainda precisa ser fechado é a questão do valor exato e da forma de pagamento. A estimativa é de que o pacote saia por cerca de US$ 4,6 bilhões.

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Executivo da Saab entende que escolha foi junção da necessidade com o orçamento

do Estadão

‘Saab fará do Brasil um produtor de caças’, diz executivo de companhia sueca

Lennart Sindahl, presidente da divisão de Aeronáutica da Saab, prevê mais negócios no continente e participação de empresas do País

Jamil Chade, Enviado Especial - O Estado de S.Paulo

Lennart Sindahl, executivo da empresa que vendeu caças para o Brasil - Per Kustvik / Saab AB

Per Kustvik / Saab AB
Lennart Sindahl, executivo da empresa que vendeu caças para o Brasil

 ESTOCOLMO - “Queremos ver a indústria brasileira como parte da cadeia mundial de produção da Saab.” A declaração, que já antevê o papel do País com um produtor de caças de alto desempenho, é do presidente da divisão de Aeronáutica da empresa sueca Saab, Lennart Sindahl – o executivo que comandou com o governo brasileiro a negociação para a venda, avaliada em US$ 4,5 bilhões, de 36 caças Gripen NG para o Brasil. O desfecho do negócio deixou de lado as poderosas Boeing, americana, e Dassault, francesa. No pacote sueco, um elemento decisivo foi o compromisso de ampla transferência da tecnologia das aeronaves de combate para o Brasil. 

Em entrevista exclusiva ao Estado na sede da Saab, em Estocolmo, o número 2 na hierarquia da empresa detalha de que forma se dará essa passagem de conhecimento. Segundo Sindahl, parte das peças produzidas no Brasil pode ser exportada até para a Suécia. No futuro, poderão ser feitos negócios com outros governos a partir da base no Brasil. 

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A NSA e a compra dos caças suecos pelo Brasil

Sugerido por jns

do blog Ottawacitizen

Será que a espionagem da NSA ao Brasil permitiu que o Gripen ganhasse um contrato de bilhões de dólares que poderia ser da Boeing?

O Brasil fez, recentemente, a opção pela compra do avião de combate Gripen, construído pela Saab, como o seu novo avião militar, estabelecendo um contrato de US $ 4,5 bilhões.

A Força Aérea do Brasil foi informada da decisão do governo, pela presidente Dilma Rousseff, apenas 24 horas antes do anúncio público na semana passada.

Mas pouco antes do anúncio, a Boeing era vista como a favorita com o seu Super Hornet. 

A espionagem americana interferiu na decisão de compra do avião de combate sueco?

“As autoridades brasileiras disseram que o acordo, um dos contratos do sistema de defesa de mercados emergentes mais cobiçados no mundo, foi formalizado com a Saab, pela opção mais acessível para a aquisição dos novos jatos, bem como por melhores condições para a transferência de tecnologia para os parceiros locais”, informou a Reuters. Leia mais »

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As vantagens do caça Gripen NG

 
Comentário ao post "Para entender a compra dos Gripen"
 
Potência: A relação que importa é a peso x potência, na qual os três citados possuem praticamente a mesma, por volta de 0,93), com vantagem para o Gripen, o único que em missões de defesa aérea (1 tq. no centre-line) + 4 misseis BVR e dois misseis WVR, pode se deslocar acima de mach 1,2 sem utilizar os pós-combustores (supercruise).
 
Alcance: valor muito relativo, pois depende qual será sua doutrina de utilização, nosso caso especifico, é defesa aérea de pontos sensíveis, no qual o que importa mais é a "persistência" on station, razão de subida e supercruise, além do que não se concebe uma operação de ataque sem aeroreabastecimento.
 
Armas "caras": todas as armas disponíveis para o F-18E/F, estão integradas ao Gripen - e comparar um caça de 16 toneladas com um de mais de 22 e bimotor, só jornalista - e pouco importa hoje a "tonelagem" de carga-paga, este é um raciocínio da 2GM ou do Vietnã, ultrapassado - o que interessa é a capacidade de precisão, tanto do armamento como da aeronave, sua capacidade de sobrevivência. (SU-30: peso máximo decolagem: 34 ton.)
 
Atuar em ambiente "centrado em redes" (NCW): uma das principais razões da escolha FAB (desde o começo), pois é o único que está preparado para o ambiente NCW que está sendo desenvolvido por nós, e desde já compatível com nossa rede criptografada de telefonia e dados, definida por software próprio - caso adquiríssemos o F-18 ou o Rafale, teríamos de utilizar o Link 12 ou 16 NATO, e modificar nossos E-99, A-29, A1M, F-5EFM.

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Sem votos

Produzir um avião caça 100% nacional é um sonho utópico

 
Comentário ao post "Para entender a compra dos Gripen"
 
Pessoal, antes de tudo, eu escrevi uma série de posts no meu blog sobre a concorrência F-X2, logo recomendo a todos que deem uma olhada e sua opinião. Pode ser útil.
 
Vamos lá:
 
- Os Gripen já existem e voam. Os que estão na Força Aérea Sueca e mais 7 forças aéreas ao redor do mundo é o modelo A/B, ou o C/D. O Gripen NG é o modelo E/F, do qual o Brasil participará do projeto, e as primeiras encomendas estarão prontas em 2018. Ah, A ou C são os modelos monopostos, e B ou D são os modelos bipostos.
 
- A FAB está em entendimentos para ter Gripens C/D operando aqui em 2014, em regime de empréstimo, já que os Mirage 2000 serão descomissionados na próxima 3a, dia 31. É possível que tenhamos Gripens voando aqui até o final do próximo ano.
 
- Uma linha de montagem de aviões caça não é tão rápida quanto uma linha de montagem de um automóvel. A linha de montagem do Rafale, por exemplo, entrega 10 ou 11 caças por ano. Ou seja, leva mais de um mês para produzir um caça. E não se monta um avião num galpão qualquer, o processo é lento e trabalhoso.

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Os projetos dos Tucanos e dos jatos AMX da Embraer

Por Andre Borges Lopes

Comentário ao post "Para entender a compra dos Gripen"

"Quando o Brasil adquiriu os Tucanos, coube à Embraer a assimilação da tecnologia, que lhe foi de plena valia no desenvolvimento posterior dos seus aviões comerciais. Tornou-se um player internacional e um fabricante de aviões de treinamento militar"

Nassif, creio que há uma confusão aqui: os Embraer EMB-312 (Tucanos) são pequenos turboélices de treinamento militar que foram desenvolvidos pela Embraer com projeto próprio e tiveram sucesso comercial na exportação para diversos países – entre eles a França e, numa versão aperfeiçoada (Short Tucano), a RAF britânica. Desse Tucano original derivou o Embraer EMB-314 (Super Tucano), avião turboélice de ataque leve, maior sucesso do fabricante até o momento no setor de aviação militar.

O projeto caro e controverso foi o do AMX – parceria com os italianos como o Ulisses já explicou em seu comentário – um pequeno jato subsônico de ataque que, embora equipe ainda hoje as forças aéreas do Brasil e da Itália, nunca ganhou um contrato de exportação. Mas foi o AMX primeiro avião a jato em que a Embraer participou do desenvolvimento, já que os treinadores  Xavante (EMB-326) comprados pela FAB nos anos 1970 eram um projeto pronto da Aermacchi, inteiramente italiano, que foi apenas montado no Brasil sob licença.

O AMX foi fundamental para dar à Embraer a tecnologia de desenvolvimento de aviões a jato com desempenho na faixa do alto subsônico. Aliado à experiência com os turboélices de passageiros Bandeirantes (EMB-110), Xingu (EMB-121) e Brasília (EMB-120) permitiu à empresa desenvolver a família de jatos regionais ERJ-145/140/135, primeiro grande sucesso comercial do fabricante brasileiro no mercado da aviação regional, com mais de 900 aeronaves comercializadas. Leia mais »

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A empresa brasileira que vai desenvolver a fuselagem dos Gripen

Sugerido por macedo

Do Brasil Econômico

 
Daniel Carmona

Empresa brasileira de engenharia aeronáutica, localizada em São José dos Campos, vai ampliar estrutura e acelerar ritmo de produção

A decisão da presidente Dilma Rousseff de colocar um ponto final no impasse de mais de uma década do governo sobre a compra de caças, ao anunciar a escolha do sueco Gripen NG, vai ampliar a estrutura e encurtar os prazos da única empresa nacional envolvida desde praticamente o início do projeto. Há cinco anos, quando o protótipo nórdico ainda parecia uma distante realidade para o Brasil, a Akaer, de São José dos Campos, já embarcava com seu portfólio de soluções em engenharia aeronáutica para desenvolver a fuselagem assinada pela Saab.

"É difícil precisar o que vai acontecer de agora em diante. Isso vai depender da negociação que será feita ao longo do próximo ano pelo governo brasileiro. Mas certamente o ritmo será mais intenso", diz Fernando Ferraz, diretor de engenharia da empresa. O calendário inicialmente estipulado pela Saab para entrega do primeiro avião em 2020 já foi deixado para trás quando a Suíça formalizou em setembro a intenção de aquisição de 22 unidades do caça em desenvolvimento. Com a injeção de recursos por parte do governo brasileiro - que deve gastar cerca de US$ 4,5 bilhões por 36 aeronaves -, o projeto naturalmente ganha fôlego para caminhar com maior velocidade.

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